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quinta-feira, março 10, 2005

Erosões

 pelO Puto 

Penso que a música popular, hoje em dia, é menos resistente à passagem do tempo. Não sei se a causa desta efemeridade é a abundância, a excessiva preocupação estética ou a âncora nostálgica. Quantos álbuns, nos últimos anos, nos entusiasmam tanto no início mas volvidos meses já não os podemos ouvir?
O mais provável é que não sejam sinais do tempo, mas sim sinais da minha idade. Será?

11 Comments:

Blogger gonn1000 disse...

Há quem diga que os discos que mais nos marcam são os que ouvimos no final da adolescência...Será por isso?

10/3/05 10:20 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Poderá ser da idade mas também me parece que um adolescente, hoje em dia, não ouve tantas vezes um disco como eu ouvi os Smiths, porque actualmente tudo é mais fugaz.
PALU

10/3/05 2:38 da tarde  
Blogger gonn1000 disse...

Acho que os adolescentes de hoje (salvo raras excepções) já não se revêm muito no formato disco/álbum, mas nos singles sacados da net :(

10/3/05 3:37 da tarde  
Blogger JGSC disse...

Sou da opinião que se um álbum é realmente bom não sofre com a erosão do tempo. É certo que pode precisar de algum descanso, mas ao fim de um determinado tempo sinto-me reconfortado a ouvi-lo novamente; ou porque me encontro num estado de espírito que se identifica com a sua música ou porque me traz à memória determinadas recordações (estes serão apenas dois dos exemplos no meio de tantas possibilidades e potencialidades que um bom álbum oferece). Casos desses será a discografia de Massive Attack, Portishead, PJ Harvey, os primórdios de Tricky... mais recentemente Lhasa... e outros que vou falando no meu blog :)

13/3/05 9:06 da tarde  
Blogger Musicologo disse...

O que se passa é mesmo a oferta que é enorme e uma pessoa dispersa-se nas outras coisas extremamente parecidas mas que soam a novas. Enquanto que quando ouvimos um beethoven ou um chopin ouvimos algo muito próprio e distinto e não temos algo igual a que recorrer e por isso ouvimos vezes sem conta sem fartar, quando ouvimos britney spears podemos sempre saltar para madonna ou cindy lauper ou spice girls que soa tudo igual. E no entanto até são diferentes, mas a base musical, os acordes I-IV-V está tudo lá, a base pop, por isso não reconhecemos como sendo outro estilo e assim enjoamos porque no fundo estamos sempre a ouvir a mesma coisa. Já quando um producto é "novo" ou "mt original" fica marcado sempre e pode ser ouvido vezes sem conta que ficará sempre com esse cunho, como sejam os ABBA ou Beatles ou ainda hinos como o "I will survive" ou o "Bohemian Rapsody". Como são coisas sem paralelo não enjoamos...quando são coisas que identificamos facilmente com outras enjoamos e queremos as novas...penso eu que é assim que se passa...

14/3/05 7:26 da manhã  
Anonymous LorWolf disse...

:-)

14/3/05 7:24 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

:-) ;-) Gostei do teu blog.

14/3/05 7:25 da tarde  
Anonymous LordWolf disse...

:-) :-) :-) Tá bom o teu blog.

14/3/05 7:26 da tarde  
Blogger FDV disse...

tomando como ponto de partida a temática da erosão, escrevi um post nas paredes oblíquas que, não respondendo de modo deliberado à tua questão, procura acrescentar algo a esta tua interessante perspectiva.

os melhores cumprimentos.

14/3/05 9:36 da tarde  
Blogger Javali disse...

A oferta é espantosa, a qualidade já não será tanto, mas com tanto por onde escolher e tão pouca cultura musical como aquela a que por vezes assisto, julgo ser normal esta fase em que está a música. Ouve alguém que disse que de vinte em vinte anos surgia uma banda que mudava realmente o panorama musical. Assim espero.

14/3/05 9:56 da tarde  
Anonymous skizo disse...

é e não é. podemos chamar-lhe fenómeno do plástico. tanto se dá na multiplicidade de discos que actualmente saiem das lojas como no espírito que os devora. a propósito, isto faz-me evocar a letra da música 'consome' dos tugas repórter estrábico: "come, come / bebe,
bebe/ fuma, fuma; chupa, chupa / consome, consome..."

19/3/05 10:55 da manhã  

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