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terça-feira, fevereiro 21, 2006

Kraftstreichinstrumente

 pelO Puto 



Alexander Balanescu é um violinista apaixonado pela música que compõe e pela música que interpreta. Pude comprovar isso na passada sexta, quando ele e os restantes membros da actual formação do Balanescu Quartet subiram ao palco da sala 2 da Casa da Música, perto da meia-noite. Em tom morno, Alexander Balanescu, com o seu inseparável chapéu, foi apresentando as peças que iriam interpretar, com uma breve descrição ou enquadramento.
A primeira parte foi preenchida com alguns excertos da banda sonora do filme italiano "Il Partigiano Johnny" (realizado por Guido Chiesa), onde a escola Michael Nyman está moderadamente presente com alguns padrões repetitivos, aos quais o romeno acrescenta cruzamentos e acrobacias, concedendo à composição uma componente visual muito forte.
Em seguida os momentos mais ansiados: as versões para 3 temas dos Kraftwerk. "The Robots", "Autobahn" e "Computer Love" foram magistralmente interpretados (até o som dos automóveis em "Autobahn" foi simulado pela fricção das cordas) com uma precisão milimétrica. Passada a embriaguez de ouvir os temas dos alemães revistos por um quarteto, resta pelo menos uma certeza: a música dos Kraftwerk é sublime e transversal.
Na terceira tranche foi abordado o álbum "Luminitza", um álbum que conjuga de forma feliz o experimentalismo e a veia minimalista.
No encore ainda nos presentearam com "The Model" e "The Pocket Calculator", para gáudio dos presentes.
Como referi no início, tenho que apontar a paixão patente no rosto e nos gestos dos músicos (principalmente em Balanescu), o que não desvirtuou nem um pouco a destreza técnica. Essa paixão emanou para o público.

5 Comments:

Blogger Sunday Morning disse...

q inveja tenho, gostava de ter estado la

22/2/06 9:27 da manhã  
Blogger O Rapaz Nódoa disse...

Grande experiencia, foi pena que eles não tenham descido mais a sul para um concerto em lisboa (que eu saiba...)...

24/2/06 7:25 da tarde  
Blogger andalsness disse...

I am the operator with my pocket calculator!

Bom, quanto a Michael Nyman ter feito escola isso é algo francamente questionável.
Se falas da expresão musical da corrente minimalista, esta mais facilmente se associa a compositores como La Monte Young, John Adams, Steve Reich ou Philip Glass.

Gosto muito do Nyman, mas o tipo é um bocado "balão". O tema principal do "The Piano" (nada minimalista) foi sacado dum tema do Glassworks do Philip Glass.

25/2/06 9:53 da manhã  
Blogger andalsness disse...

e toda a gente anda a tocar o Computer Love, Coldplay incluídos.

25/2/06 9:54 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

O cocnerto foi engraçado, mas nada de especial.

28/2/06 2:32 da tarde  

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