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quinta-feira, março 06, 2008

Vampire Weekend - Vampire Weekend (2008)

 pelO Puto 



Muito se tem dito sobre os Vampire Weekend. Originaram burburinho durante o ano passado, com um par de singles, e lançaram há bem pouco tempo a prova de fogo. Com ou sem hype, o certo é que este jovem quarteto nova-iorquino produziu um álbum que acaricia os ouvidos e faz mexer o pé.
Das várias influências abertamente expressas no disco, destaca-se o óbvio indie pop, aos quais acrescentam, de forma nada invasiva, ritmos e linhas instrumentais da África ocidental subsariana, elementos neoclássicos (muito evidentes em “M79”, onde um quarteto de cordas acompanha o restante ensemble na perfeição) e apontamentos jamaicanos subtis via reggae/ska. É notável aquilo que conseguem com a combinação típica guitarra – bateria – baixo aliada a teclados ubíquos, convidando à dança com ritmos variados e, não poucas vezes, sob dois andamentos. Ainda sondei as letras, algo surreais e repletas de referências geográficas, mas trauteáveis e pródigas em musicalidade.
É um álbum breve e directo que, sobretudo, exala a juventude dos seus membros, com alguma irreverência, inconsequência, músculo e frescura, típicos nessa fase da vida.
Sítio oficial dos Vampire Weekend
Vampire Weekend no MySpace
Videoclip de "Mansard Roof"
Videoclip de "A-Punk"
Amostras: Cape Cod Kwassa Kwassa | M79 | Walcott

9 Comments:

Blogger O Tipo disse...

inconsequência parece-me ser um bom termo...

7/3/08 9:25 da manhã  
Blogger John The Revelator disse...

Digam o que quiserem, apontem as referências e os plágios todos que entenderem, mas ninguém me tira da ideia que este é um grande álbum.

8/3/08 4:40 da tarde  
Blogger eduardo disse...

está meio caminho andado para se tornar no meu disco do ano!

8/3/08 9:12 da tarde  
Blogger PUTO disse...

É bom... o sonoro faz-me pular!

Grd abraço!

9/3/08 11:54 da manhã  
Blogger M.A. disse...

Sem serem maus (longe disso), não os vejo como merecedores de tamanho buzz. Estou com o Tipo: inconsequência é mesmo o termo certo.

Abraço

9/3/08 10:11 da tarde  
Blogger Joe disse...

E eu estou com o Tipo e o M.A. O disco é um bom disco, os artistas são bons artistas, mas não os consigo achar melhores nem piores do que outras bandas que têm aparecido e desaparecido sem deixar grandes marcas.
Abraços

10/3/08 2:42 da tarde  
Blogger Shumway disse...

Criaram um som "fake" muito interessante, fica logo no ouvido, mas não será um disco para figurar nos melhores do ano.

Abraço

10/3/08 4:38 da tarde  
Blogger strange quark disse...

Os hypes serão sempre e apenas isso. O que nos move a gostar mais de uns do que de outros não creio que siga essa tendência generalizada amplificada pela imprensa "esclarecida". Na minha opinião, e atendendo a que apenas ouvi duas composições dos ditos, não me exultam nada por aí além e nem ninguém ainda me convenceu que o centro da música agora é em Brooklin. Mais uma vez, parece-me as mentes "esclarecidas" a apontar a tudo o que mexe naquela zona, qual grupo de caçadores que recebe uma dica de que naquele sítio é que há boas peças para caçar. Entretanto, muitos outros continuam a passar despercebidos...

um abraço

11/3/08 6:53 da tarde  
Blogger My_Little_Bedroom disse...

Diga-se o que se disser, um disco, para mim, monumental. Para disco de estreia, está ao nível dos Foals, dos The Whip ou dos Hercules & Love Affair. Não há uma canção neste disco que seja de pura melancolia do género "ah vamos tentar mostrar outro lado nosso". Ao disco de estreia, eles são assim: irreverentes e mais Talking Heads-lembrando-temas-como-a-inevitável-"Road To Nowhere" não podem ser.

Cheers...

2/4/08 8:25 da tarde  

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