{ background: black }

terça-feira, abril 15, 2008

Killing Me Hardly

 pelO Puto 



Confesso que tinha uma grande expectativa em relação ao concerto dos The Kills. Nunca os tinha visto ao vivo, mas quem já o tinha feito transmitiu-me que existia energia sexual em palco para dar e vender. “U. R. A. Fever”, single de apresentação do novo álbum, serviu para a ignição. “Midnight Boom” ocupou grande parte do alinhamento, mas houve ainda tempo para recuperar alguns temas dos dois álbuns anteriores. Ritmos pré-gravados servem de fundo para a fúria das guitarras e o carisma das duas figuras. É certo que o jogo entre os dois não se concretizou fortemente no plano físico (“Bye bye love”, cantariam os Everly Brothers), mas os poucos momentos de proximidade criaram uma tensão que (ainda) serve de alimento para a dinâmica do duo. Jamie “Hotel” Hince castiga as seis cordas enquanto Alison “VV” Mosshart se entrega a histórias de redefinição e destilação da paixão. Por vezes, como que a encarnar o casaco pele de leopardo que envergava, dava voltas na jaula do palco, ou então amplificava a energia e o suor com a sua guitarra. No encore deixaram o último trabalho de fora, interpretando “Love is a Deserter” e “Dropout Boogie”, despedindo-se de um concerto que durou pouco mais de uma hora. Por esta e por outras razões, acho que me soube a pouco.
Os The Whip, que garantiram a primeira parte, não me aqueceram nem arrefeceram, tal é a semelhança com tantos outros projectos de pop electrónica monocórdica que por aí proliferam, dando a impressão que o electroclash se reciclou em vez de ir para o aterro.
Confesso que são os concertos que me cativam na Casa da Música de 4 em 4 semanas, pois o conceito Clubbing, importado de países mais a norte, não me convence, uma vez que modas não são o meu forte. No entanto, há que admirar a heterogeneidade de públicos que confluem para o imponente edifício nessas noites.

4 Comments:

Blogger sam_drade disse...

alisson ahazaaaaaaaaaa

,DDD

17/4/08 6:08 da manhã  
Blogger eduardo disse...

contava com algo mais poderoso.

Se não houvesse tanta gente a tirar fotos constantemente e caramelos a ocupar espaço sem saber o que estão a ver a coisa talvez me soubesse melhor, sem esquecer o factor volume que nunca é muito elevado na sala 2.
Por alguma razão eu sou o mouco...

18/4/08 12:47 da manhã  
Blogger Wellington Almeida disse...

Inveja, inveja, inveja!!!
Poisé, este lance de "concertos no Porto" "chance para conhecer a cidade invicta" comigo não rola. Pá, sou um pobre vegetal acostumado às facilidades da capital ;)

Mal, eu sei, mas quase fiz a loucura de comprar bilhete e fazer a ponte-aerea Lisbon-Porto. Ainda bem que o desemprego me assegurou de não fazê-lo. Queria muito ve-los, muito. O disco novo pra mim, ja é praí (junto com Portishead e There Will Be Blood-ost) um dos melhores do ano. Uma pena, mas enfim.

Quero ver-te dia 22/05 a tocar no Incógnito e espero lá estar. Sou um preguiçoso, moro na rua de trás do bar!

Abraços.

20/4/08 2:52 da manhã  
Blogger O Caso de Charles Dexter Ward disse...

Wellington: mais perdes!
:)

20/4/08 3:06 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home