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quarta-feira, janeiro 24, 2007

Walk Man

 pelO Totó 

Caminhar sozinho por uma cidade cheia de gente com o discman a tocar e os phones nos ouvidos é:

- Ter sensações de alienação e autoconsciência.
- Ficar hipnotizado e desperto.
- Vaguear como um fantasma e absorver tudo como um vampiro.
- Um pequeno prazer enorme.

26 Comments:

Blogger Hugo disse...

Agora já não é com discman, é com o leitor de mp3. Mas as sensações são as mesmas.

24/1/07 6:49 da tarde  
Blogger O Puto disse...

Na altura da faculdade eu e o walkman éramos companheiros inseparáveis. Era mágica a forma como eu manipulava a banda sonora do quotidiano delirante da minha estadia na Invicta. Acompanhou-me ainda durante alguma tempo depois, nas viagens de comboio ou autocarro. Aqui em Vila Real não recomendo passeios a pé com phones metidos, pois uma viagem encantadora transforma-se numa ida ao hospital, tal é o nº de atropelamentos por estes lados. Além disso, demoro muito pouco tempo a chegar a pé a qualquer lado.

24/1/07 8:02 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

aqui no brasil só dá pra ser assaltado...ui!

24/1/07 9:32 da tarde  
Blogger arabie disse...

Há quem apelide esse modo de estar como rejeição universal em ouvir o outro.

24/1/07 9:38 da tarde  
Blogger arabie disse...

numa versão mais sofisticada o Ipod, é claro!!

24/1/07 9:40 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Reconhecendo algumas vantagens aos leitores de mp3, continuo a preferir o discman. Aquela coisa de a música não ter um suporte "físico" ainda me faz alguma confusão. Chamem-me reaccionário, se quiserem...

24/1/07 9:47 da tarde  
Blogger ups disse...

O suporte do mp3 é exactamente o mesmo que num CD... 0s e 1s.

Só recentemente adquiri (obrigado irmã) um leitor de mp3 e a diferença entre as idas à cidade são notaveis. Sinceramente quero lá saber se sou atropelado por uma bicicleta raivosa. Agora ando na rua a cantar.

24/1/07 10:29 da tarde  
Blogger Extravaganza disse...

Ainda esta semana pensava como a tecnologia evoluiu ao contemplar o meu mp3 e lembrando-me dos tempos idos do meu walkman...

Agora, ao contrário de antes, canto e até enjeito uns passos de dança discretos. Definitivamente, torna-se muito útil para quem não se tem interesse em ouvir as conversas alheias nos transportes públicos...

24/1/07 11:39 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

1) a vantagem do mp3 e a quantidade que possibilita uma escolha com a qualidade apropriada para o momento em questao
2) isso das conversas alheias nos transportes publicos e bem verdade. melhor ainda e com uns etymotic research que inibem qualquer ruido exterior e olhar fixamente as pessoas. obviamente que so funciona com certos tipos de musica

25/1/07 6:41 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

acrescento, e com certos tipos de pessoas

25/1/07 6:42 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Alienante sem dúvida, embora não faça o meu género. Quanto a mp3 e cd, os 0s e 1s são os mesmos mas em muito menor quantidade no mp3 pelo que não são exactamente a mesma coisa. Aliás, realço a sequência mp3, cd, vinilo em sentido crescente de qualidade auditiva, e decrescente na portabilidade. Mas creio que o progresso nos leva por aí... nada a fazer.

Um abraço

25/1/07 12:40 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

O "suporte físico" a que eu me referia era, obviamente, o disco (cd) em si, e não os 0s e 1s.

25/1/07 6:13 da tarde  
Blogger clonixx disse...

Tenho de exprimir toda a minha raiva contra o Ipod! Odeio o funcionamento do itunes, odeio a propaganda feita a todos os iqlq coisa pois acho q todas o software q eles lançam cm novidade não o é! Caimos naquela cantiguinha e dp é só design! Não obstante, adoro o egoismo da musica só no meus ouvidos e vaguear pelas ruas ou transportes públicos! Abraço!

25/1/07 8:51 da tarde  
Blogger João M disse...

os Mler If Dada tinham uma música sobre o walkman.

25/1/07 11:27 da tarde  
Blogger PO disse...

Essa do vinil ter mais qualidade é um velho mito que, além de totalmente falso, teima em não morrer. mas isto é um outro assunto (que estarei disponivel para discutir e explicar).
Eu recordo o meu walkman MegaBass no autocarro 49 no meu 10ºano a ouvir Rage Against the Machine...

Mas a verdadeira variedade, e por falar em Rage Against the Machine, está aqui: www.coachella.com

26/1/07 12:30 da tarde  
Blogger Disco_Infiltrator disse...

Vinil é vinil e nunca existirá nada que o possa substituir. O som é diferente com certeza (para melhor) mas acima de tudo nada se compara a passar música em vinil. Aquela sensação de sentir o beat na ponta do dedo não se compara...

26/1/07 2:24 da tarde  
Blogger O Totó disse...

PO - agora fiquei cheio de vontade de ir a correr comprar um bilhete para coachella. O cartaz é impressionante.

26/1/07 2:34 da tarde  
Blogger ups disse...

Fogo! somos 2! Porque raio não há festivais assim ali no fundo da minha rua. (Estou a falar de coachella)

E quanto ao vinil. tambem acho que é mito. A unica diferença é que nao passa pelo digital. Mas ser analogico nao quer dizer que seja melhor. É apenas diferente.

26/1/07 5:36 da tarde  
Blogger clonixx disse...

Com um cartaz desses a emigração faz mais sentido!!!Nunca dantes visto!!

26/1/07 7:59 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

É bom haver posts que acabam por lançar uma discussão e trocas de ideias, que é sempre saudável. Vem à questão o vinilo e o facto de a sua qualidade de reprodução ser ou não um mito. Em primeiro lugar, não acredito em mitos nem quero alimentá-los, e a questão aqui lançada do CD vs. vinilo não deve ser entendida como uma polémica, e ao longo dos anos tenho aprendido que o debate se resume a questões de gosto e preconceito de ambas as partes, e preconceitos acerca do assunto não os tenho. O CD trouxe-nos uma reprodução sonora com amplitude dinâmica que nunca o vinilo pode transportar por limitações físicas. Mas também poderíamos referir os problemas da frequência de corte aos 44 kHz dos CD, embora aumentados pelos modernos (bons e caros) leitores de cd com upsamplings para 192 kHz através dos DAC (Digital to Analog Converters), ou a tecnologia de gravação PCM reconhecida por quem se preocupa do arquivo e preservação do património discográfico como limitada, embora essa quetsão não se coloque com a recente tecnologia DSD dos SACD (super audio cd), mas aqui a música (e a qualidade) é outra.

Em que se baseia a minha afirmação? Na experiência em tocar alguns instrumentos, em ter experiência de música coral que me ensinou a ouvir as vozes, os detalhes e os timbres, na experiência em assistir a muitos concertos acústicos e no reconhecimento do som dos instrumentos. Ao longo dos anos já ouvi muita coisa desde sistemas acessíveis até outros cujo preço roça as altitudes estratosféricas, e apesar de em tempos ter tido exactamente a opinião do mito, hoje ela é diferente. Nos meios de quem dá à questão da qualidade de reprodução maior importância receio que o CD não terá lugar no futuro, ao contrário do vinilo (por enquanto), até porque os recentes SACD vêm substituir com enormes vantagens os actuais CD, mas não acredito que venham a ter algum sucesso comercial porque vejo o futuro reservado ao mp3. Aliás já começámos a assistir ao declínio do CD, bem patente na crise das actuais indústrias discográficas. Para as actuais gerações que vão crescendo no meio do mp3, a música está ao alcance de um click ou download. Talvez daqui por 20 anos, com alguma ironia, alguém venha enaltecer as superiores qualidades musicais do CD relativamente ao mp3 e ser confrontado por afirmações que isso é totalmente falso e um mito. E isto resume-se ao que disse no início, na essência acaba por ser uma questão de gosto, e quem se habituou à comida temperada tem dificuldade em gostar de outra diferente. Mas mais importante, é ouvir e só a partir daí tirar as suas conclusões, sejam elas quais forem.

Para quem estiver interessado, pode ir a http://www.hificlube.net/, site de José Vítor Henriques, que até há um tempo mantinha uma colaboração regular no DN e em tempos mais idos uma rubrica na extinta XFM, e sob “Arquivo”, “Gira-Discos”, ler o artigo “Um LP chamado desejo” publicado em 2004 no DNA.

Um abraço

27/1/07 12:44 da tarde  
Blogger Extravaganza disse...

E o cartaz do ano passado ?

Acho-o ainda mais impressionante que o deste ano...

Não esquecer que há webcast do festival em directo, à semelhança do Lollapalooza!!

27/1/07 3:28 da tarde  
Blogger O Totó disse...

strange quark - obrigado pelo teu comentário - é excelente - fico muito contente de ter pessoas do teu nível a comentar.
Extravaganze - O cartaz do ano passado tb é brutal, vou ver o webcast mas pressinto que vou ficar deprimido por não estar lá :-) , se conseguisse ver um décimo daquelas bandas ao vivo já ficava muito feliz.

28/1/07 5:25 da manhã  
Blogger O Totó disse...

Extravaganza - sorry; misstyped - :-)

28/1/07 5:26 da manhã  
Blogger O Totó disse...

Obrigado a todos pelos comentários a uma coisa tão pessoal. Um abraço.

28/1/07 5:27 da manhã  
Blogger truman disse...

relembrar o "walkman", é sem dúvida um sentimento nostálgico que se apodera de quem o teve, um sentimento que estas novas gerações nunca terão o prazer de o sentir...pelo menos eu lembro o quanto feliz fiquei quando o meu pai me ofereceu um "walkman"...passou a ser o meu companheiro inseparável!!
Éramos nós e a musica, sem visores, sem informação digital, só nós e os botões:"FF";"RW" e "PLAY"!Lembram-se quando queriamos ouvir uma música que a gente gostava mais e a procurava-mos puxando a cassete para trás ou frente, era uma aventura!!!Bons tempos...quanto ao vinyl, sou um fã incondicional.O som caracteristico e inimitavel, o ritual de por a agulha no sitio certo...é sem dúvida muito mais intimista que um cd, mais uma vez me acho previlegiado em poder ter tido estes pequenos grandes prazeres de quem gosta muito de música!!!E vocês??

28/1/07 1:38 da tarde  
Blogger PO disse...

Provavelmente terei sido mal interpretado. Eu sou um fã incondicional do vinil, tenho 3 pratos e quase 1000 discos, alguns até bastante raros. O que eu quis dizer foi que o vinil só ganha nesta mística do "pôr a gulha" e dos gestos característicos ao "passar" música.
Em relação à qualidade acrescento dois pontos à discussão. Primeiro: o CD só abriga determinadas frequência por limitações de "memória" ou de espaço. Mas, com o desenvolvimento da tecnologia, começamos a depararmo-nos com discos muito maiores (dual.blue-ray com 54 Gb?!?). Se isto for para a frente (para ir para a frente tem que ser do interesse das grandes labels, não é?) e para um cd de 10 músicas, há 5Gb por música que dá para colocar todas as frequência, até aquelas que nem os elefantes ouvem...
Ponto número dois - existem leitores de cds com saídas digitais e mesas de mistura digitais e até colunas digitais. Neste tipo de equipamento viajam apenas zeros e uns até ao momento em que o som sai da coluna. Imagino eu que não é possível haver menos ruído ou perda de qualidade do que isso...
Mas a verdade é que há muito boa gente que gosta do barulhinho da agulha do vinil a cada volta que dá...

29/1/07 2:37 da tarde  

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