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domingo, outubro 23, 2005

dEUS - Pocket Revolution (2005)

 pelO Puto 


Os belgas dEUS são uma banda de culto em Portugal. E o que define uma banda de culto? Entre outras razões aponto uma sonoridade própria que os identifica à partida, e que, apesar das evoluções e das estranhezas iniciais, nos afeiçoa a cada registo. Como um familiar que amamos apesar das suas mudanças ao longo do tempo. E ao quarto álbum de originais (se excluir "My Sister Is My Clock") aquilo porque se regem os cultos está presente.
Estrearam-se em 1994 com o efusivo e rude "Worst Case Scenario", depois compuseram o elaborado e ecléctico "In A Bar, Under The Sea" (1997), e em 1999 chegava a maturidade musical com "The Ideal Crash". Após uma ausência de 6 anos (interrompido apenas pela colectânea de singles), motivada talvez pelas actividades paralelas dos seus membros, regressam com novo álbum noutra editora. E que poderiam fazer ainda? Não muito, se a preservação do culto é o objectivo. Vampirizar o próprio trabalho foi a solução mais inteligente, tal como Beck fez este ano com "Guero". Muito do que conhecemos dos dEUS está neste álbum: as melodias geométricas, as palavras sóbrias com desejo ébrio de Tom Barman, as explosões ruidosas, o namoro entre o rock e o jazz, o apuramento técnico de "The Ideal Crash", a pop difusa de alguns temas e a grandiosidade instrumental de outros. Longe vão os tempos em que Stef Kamil Carlens (que aqui dá uma ajudinha não preciosa em dois temas) garantia uma certa dualidade sanidade/loucura nas vozes, mas Tom Barman assume competentemente esse papel, embora não consiga tão eficazmente a dicotomia.
Não será um disco tão espontâneo como os anteriores, mas o íman de sedução ainda funciona e a autenticidade do quinteto ainda transpira. Para comprovar ao vivo em Dezembro.
http://www.deus.be/
Amostras: Bad Timing | 7 Days, 7 Weeks | What We Talk About (When We Talk About Love)

8 Comments:

Blogger Spaceboy disse...

Este álbum não me seduz por aí além, gosto mais do «Ideal Crash», apesar de, mesmo assim, faltar algo aos dEUS para se tornarem melhores, fico sempre com a sensação que falta algo...

24/10/05 2:53 da tarde  
Blogger João M disse...

Eu acho que os dEUS estão tão relacionados com o "ser alternativo nos 90s" ou o "querer ser alternativo nos 90s" que já não tenho vontade para mais nada. Às vezes apetece-me voltar a ouvir o "In a bar under the sea", tinha esse disco gravado em K7, entretanto desaparecida, mas não passa de um acesso de nostalgia.
Gostava no entanto de ter visto o filme "O vento levar-nos-á" que um dos rapazes fez.

24/10/05 5:32 da tarde  
Blogger The Boy with the thorn in his side disse...

Acho que não era o álbum de dEUS de que quem gosta e segue a banda espraria! Mas é um álbum que tenho gostado cada vez mais com o desenrolar do tempo! Gostei desta abordagem mais intimista! Mas claro! Gostos são gostos! E, em jeito de "acha", prefiro esta mudança, à de B.R.M.C.! Tirando duas ou três, Howl é um álbum completamente banal para mim! Mas o "copiar" sempre foi o forte deles!
Gostava também de os apanhar na casa da música! Já os vi no Coliseu, e gostei bastante!

25/10/05 2:28 da manhã  
Blogger membio disse...

tb eu passei a gostar mais do albúm com o passar do tempo. Sempre gostei de dEUS e pelos vistos continuam em forma, apesar de pensar que os albuns anteriores serem mais fortes. É estranho mas quando se gosta mesmo da banda, até os albuns menos bons são perfeitamente assimilados. Em relação ao filme "Any Way the Wind Blows (2003)", tive a oportunidade de ver ao ar livre em Tavira, onde Tom Barman após o filme deu-nos a conhecer as suas facetas de DJ, que até não são muito boas :) Um filme "so-so" com uma excelente banda sonora.

25/10/05 12:33 da tarde  
Blogger gonn1000 disse...

Também gosto do novo disco, mas não destrona o anterior, que continua a ser o meu preferido da banda. Espero vê-la ao vivo em Dezembro...

25/10/05 6:28 da tarde  
Blogger The Boy with the thorn in his side disse...

Vi o "Any Way the Wind Blows" ano passado em Aveiro! Foi uma boa surpresa! Também concordo que como dj, fica um bocado a desejar (paredes de coura em 2004)!

25/10/05 11:09 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Senhores,

....eu tenho «tudo» dos dEUS e sinceramente ha sempre algo a descobrir em cada «nova aventura» do Barmman e sus muchachos...

Saudações

Miguel

27/10/05 2:42 da tarde  
Blogger Ana disse...

Parece que anda tudo a ouvir o mesmo...Bom post!

28/10/05 10:53 da tarde  

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